Operação em Cabo Frio prende acusados de crimes contra a administração pública

Operação em Cabo Frio prende acusados de crimes contra a administração pública

O objetivo foi cumprir quatro mandados de prisão contra o presidente da Companhia de Serviços de Cabo Frio (Comsercaf), e também contra um ex-policial militar e dois empresários da região.

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Operação em Cabo Frio prende acusados de crimes contra a administração pública/ Foto: Renan Gouvêa/ InterTV

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Federal (PF) desencadearam na manhã de hoje (5) na cidade de Cabo Frio, a Operação Basura (que significa lixo em espanhol), o  objetivo foi cumprir quatro mandados de prisão contra o presidente da Companhia de Serviços de Cabo Frio (Comsercaf), e também contra um ex-policial militar e dois empresários da região.

Além dos quatro que tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça, foram denunciados outros 12 envolvidos no esquema, entre servidores e laranjas. A operação visa ainda ao cumprimento de 22 mandados de busca e apreensão. Segundo informações do MPRJ, o grupo está sendo denunciado por organização criminosa, fraude em licitação e peculato.

A denúncia aponta que  o presidente da Comsercaf, Cláudio de Almeida Moreira, é o líder da organização criminosa. Segundo o MPRJ, ele controla todas as contratações realizadas pelo órgão, desde funcionários a empresas fornecedoras de equipamentos e serviços terceirizados.

Cláudio Moreira celebrou, desde janeiro deste ano, “diversos contratos com dispensa indevida de licitação, sob a falsa motivação de emergência, para terceirização de serviços de coleta de resíduos sólidos, varrição, capina e limpeza urbana em Cabo Frio.

Além disso, de acordo com as investigações, alguns contratos foram fracionados para permitir o enquadramento na modalidade de carta convite e favorecer empresários ligados à organização criminosa. Para o MPRJ, “na maioria dos casos, as empresas contratadas sequer possuem condições técnicas e pessoal suficiente para cumprir os serviços e servem exclusivamente como fachada para o desvio do dinheiro público”.

Os mandados são cumpridos em Cabo Frio, Armação dos Búzios, Iguaba Grande e São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e em Belo Horizonte, em Minas Gerais. O prefeito Marquinho Mendes (PMDB) foi intimado a depor na condição de testemunha.

Matéria com informações da Agência Brasil. 

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