Sinpro questiona Prefeitura de Macaé sobre baixa testagem de Covid-19 em professores

Município aplica exames por amostragem apenas em 10% dos profissionais da educação indo na contramão da OMS, Fiocruz e UFRJ

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Fachada da Prefeitura de Macaé . Macae RJ - Data: 26/04/2013 - Fotógrafo: Mauricio Porão - Prefeitura de Macaé RJ

Apenas 10% dos professores das escolas particulares e públicas de Macaé estão passando por testagem por amostragem do Covid-19. Para o Sindicato dos Professores (Sinpro) este é um número bem abaixo do necessário para avaliar o real perigo de contaminação durante circulação de alunos e professores caso as aulas presenciais retornem nos próximos dias.

Apesar da Lei Estadual 8997 autorizar a realização facultativa de testes diagnósticos do Coronavírus nos trabalhadores de instituições de ensino particulares e públicas, instituições como a Organização Mundial de Saúde (OMS), Fiocruz e Universidade Federal Fluminense (UFRJ) estimulam para que os testes sejam em massa.

No site, a Prefeitura publicou que no primeiro dia foram coletados 90 testes e que cada profissional foi atendido com horários agendados. A Administração Municipal também confirmou que a ideia é testar 1050 profissionais, sendo 261 das escolas particulares. Os números confirmam que apenas 10% dos trabalhadores passarão pelo teste por amostragem.

Diante disso, o Sindicato questiona a Prefeitura por meio de ofício qual o critério técnico utilizado para um teste de amostragem de apenas 10% destes profissionais e por que a decisão de testarem primeiramente, e apenas, os professores.

Outro ponto questionado pelo Sinpro é o porquê a pauta não foi levada à comissão que se reúne semanalmente no gabinete do Prefeito, Doutor Aluísio.

Para Guilhermina Rocha, presidente do Sinpro, o ideal é que todos os profissionais da educação passem pelo exame.

“Uma amostragem de 10% não mostra a real situação de nossos professores e alunados. Estamos diante da maior crise sanitária das últimas décadas e precisamos estar afinados com a OMS, Fiocruz, UFRJ e outras instituições que validam os protocolos científicos. Isso é muito sério. Queremos que todos os profissionais sejam em massa. Só assim conseguiremos fazer uma análise da situação”, contou.

Os professores de escolas privadas começaram a ser testados pela Vigilância em Saúde de Macaé nesta segunda, 21, na Cidade Universitária de Macaé no Parque Aeroporto.

Fonte: Comunicação Sinpro