Rio das Ostras estuda protocolo para Covid-19 com uso de hidroxicloroquina

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Rio das Ostras estuda protocolo para Covid-19 com uso de hidroxicloroquina / Foto: Divulgação

Um protocolo testado em Madrid, na Espanha, com eficácia já comprovada no país europeu, vem salvando vidas e pode ser desenvolvido na cidade de Rio das ostras para o tratamento dos casos de COVID-19. O protocolo foi desenvolvido pela médica piauiense Marina Bucar, poderá ser implantado no Estado do Rio.

O protocolo já introduzido no Brasil pela infectologista piauiense Dra. Marina Bucar, que trabalha no país europeu há 13 anos, foi aplicado em alguns hospitais de Madrid, na Espanha, e apresentou bons resultados.

O principal objetivo elencado no protocolo é o de estabelecer o tratamento de casos de Covid-19 com hidroxicloroquina e azitromicina o mais precocemente possível, ainda na fase infecciosa, pois, segundo os médicos, no momento que se inicia a fase inflamatória da doença, a condição do paciente se deteriora rapidamente e muitos irão necessitar de leitos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) os quais podem se tornar insuficientes, segundo as projeções do Ministério da Saúde.

Em Rio das Ostras, o novo protocolo é debatido por profissionais da Saúde. De acordo com a Dra. Beatriz Rudnicki, infectologista de Rio das Ostras, este protocolo indica o tratamento precoce, desde os primeiros sintomas da primeira fase da doença, que é da multiplicação viral, com uso de hidroxicloroquina somada a azitromicina e anticoagulantes profiláticos, evidentemente para pacientes que não apresentam contraindicações ao uso desses medicamentos.

“Caso a doença já tenha evoluído para a segunda fase, que é a inflamatória, há a introdução de corticoide venoso, em doses únicas diárias (pulsos de metilprednisolona) por período de 3 a 5 dias, evitando ou minimizando assim a progressão da doença, ou seja para não precisar ou precisar muito menos de cuidados intensivos”, explicou Dra. Beatriz Rudnicki.

Ainda segundo a infectologista, outro aspecto importante destes encontros com médicos da Rede Municipal é a sedimentação dos aspectos clínicos da doença, suas especificidades fisiopatológicas, para que o profissional possa reconhecer a probabilidade de Covid-19, já que a oferta do exame RT- PCR é mínima e seu resultado demora dias, que são extremamente preciosos para a instituição do tratamento precoce, antes das complicações da doença. 

A decisão de aceitar essa sugestão de protocolo será do médico que atender o paciente com a sua respectiva autorização.       

A expectativa em Rio das Ostras é que após a introdução do protocolo, os resultados sejam os mesmos dos observados nos outros serviços que o utilizaram, para diminuição dos números de doentes graves; da taxa e tempo de internação no Pronto-Socorro e UTI; da taxa de letalidade e do período de transmissão da doença pelos pacientes.

“Existem evidências suficientes para introduzir esse protocolo em nosso Município. Precisamos trabalhar os aspectos clínicos da doença e o mais importante é a mudança de visão sobre esse contexto, tanto por profissionais como pela população. Se alguém adoeceu, é preciso procurar um médico para avaliar o quadro”, completou a médica.