Reunião política de portas fechadas termina com confusão, gritaria e forças de segurança em Rio das Ostras

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Sexta-feira (13) marcada com muita confusão e gritaria na Avenida Governador Roberto Silveira no Costazul em Rio das Ostras. Nossa equipe apura informações sobre uma possível situação de compra de votos, e coação eleitoral em uma reunião que aconteceu na tarde de hoje entre empresários, funcionários e o prefeito de Rio das Ostras, Marcelino Borba, que tenta a reeleição município.

Segundo denúncias que chegaram ao Portal Cidade 24 horas, e que ainda estão sendo checadas, o atual prefeito teria obrigado funcionários de uma empresa terceirizada que presta serviços para a prefeitura a participar da reunião de portas fechadas.

No vídeo que circula na internet, gravado por um blogueiro e candidato a vereador do município, mostra toda movimentação desde o início da ocorrência. No conteúdo é possível ver uma grande quantidade de Guardas municipais e policiais militares na frente do estabelecimento.

 

Ainda de acordo com relatos Marcelino teria sido encaminhado para a delegacia juntamente com uma equipe do TRE para prestar esclarecimentos sobre a denuncia de coação eleitoral. 
 

 

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Através do WhatsApp, a assessoria de imprensa do candidato Marcelino da Farmácia disse que o evento dentro do estabelecimento não envolveu empresários e sim funcionários do turno da manhã, que saíram do expediente e que estavam ali por livre e espontânea vontade. Disse ainda que os funcionários foram impedidos de sair pelos membros da oposição, que trancaram o portão, começaram a filmar e impediram que as pessoas saíssem do local.

A assessoria disse ainda que a PM e a Guarda Civil Municipal estavam no local para preservar a integridade física dos funcionários que participavam da reunião.

A empresa dos funcionários citados na reportagem disse que estão elaborando uma nota declarando que não tem ciência da reunião, que não determinou a participação e nem tão pouco permitiu, sendo única e exclusiva responsabilidade do prefeito a convocação dos empregados que participaram do evento.

Por telefone o TRE-RJ informou que esteve no local para apurar a denúncia, mas não constatou nenhum tipo de irregularidade por parte de Marcelino. Mas disse que o órgão está preparando um relatório das denúncias recebidas, e pretende encaminhar ao MPRJ para análise. O TRE descartou qualquer tipo de notícia de que o político tenha sido detido ou preso durante a abordagem.