Prefeitura de Rio das Ostras contrata empresa acusada de superfaturar venda de respiradores

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Prefeitura de Rio das Ostras contrata 'Veigamed' para fornecimento de insumos; Empresa é acusada de superfaturar venda de respiradores

A Prefeitura de Rio das Ostras contratou, por meio de dispensa de licitação, uma empresa para fornecimento de insumos hospitalares, que está sendo investigada por superfaturamento nas vendas de respiradores. A Veigamed é acusada ainda, de não entregar os equipamentos, além de falsificação documental.

O caso ocorreu em Santa Caarina, onde o governo adquiriu um lote de 200 respiradores ao custo de R$ 33 milhões que teve o produto modificado após a compra e cuja previsão de entrega foi adiada por até dois meses.

A compra teve pagamento antecipado dos R$ 33 milhões antes da chegada dos equipamentos e foi feita por dispensa de licitação por causa da urgência causada pela pandemia do novo coronavírus. A informação foi notícia no Brasil e a nível mundial.

A empresa envolvida no escândalo, trata-se da mesma, contratada pela prefeitura para o fornecimento dos insumos hospitalares de Rio das Ostras, para rotinas de atendimento ambulatoriais e emergenciais durante o período de pandemia, causada pela COVID-19. O valor da contratação foi de quase R$2 milhões.

A denúncia afirma ainda que a prefeitura de Rio das Ostras não disponibilizou no portal da transparência, o detalhamento da contratação, assim como não divulgou a cópia do contrato com a empresa.

O OUTRO LADO

Em nota a Prefeitura de Rio das Ostras informou que a compra realizada com a empresa Veiga Med foi somente de insumos hospitalares com entrega imediata, necessários para atendimentos emergenciais. Toda verificação pertinente a idoneidade da empresa em questão foi feita antes do empenho e nenhuma restrição foi constatada.

Como o material fornecido era de cunho emergencial, não foi necessário contrato, somente o empenho na empresa, que está devidamente publicado. Os insumos foram entregues antes mesmo da divulgação sobre a suposta irregularidade que aconteceu em Santa Catarina. Na primeira quinzena de abril, profissionais da Saúde já estavam todos com os equipamentos de proteção exigidos pelo Ministério da Saúde.