Moradora de Rio das Ostras conta que criminosos receberam parcela do auxílio emergencial no lugar dela

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Uma moradora de Rio das Ostras ficou absmada ao saber que sua primeira parcela do Auxílio Emergencial foi roubada por criminosos na internet. Ela conta que denunciou a Caixa Econômica que não conseguiu sacar uma das parcelas do auxílio emergencial porque golpistas teriam encontrado uma forma de receber o dinheiro antes.

Em casa, ao receber a notícia de que seu benefício havia sido aprovado, após cerca de 40 dias em análise, a mulher baixou o aplicativo Caixa Tem e descobriu que um e-mail já havia sido cadastrado em seu CPF. Ela ainda conta que quando chegou na Agência da Caixa em Rio das Ostras para verificar o que estava ocorrendo, descobriu que o dinheiro já havia sido transferido para uma conta na internet, em seu nome no Pague Seguro.

A gerência do banco afirmou que muitos casos estão acontecendo na cidade, e abriu um protocolo interno para investigação. A moradora contou ainda que, tentou registrar queixa na delegacia de Rio das Ostras, onde foi orientada a procurar uma delegacia especializada em crimes cyberneticos.

A mulher que preferiu não ser identificada na reportagem lamenta o ocorrido, e espera que a Caixa Econômica Federal apure a fraude e que seu dinheiro seja devolvido.

“Graças a Deus estou conseguindo comprar alimentos para a minha família, não estou desesperada, mas o valor , sem dúvidas me ajudaria bastante”, comentou a vítima.

O que diz a Polícia Federal

A Polícia Federal orienta que os beneficiários lesados devem se dirigir apenas a uma agência da Caixa Econômica Federal para iniciar o processo de contestação de movimentação em conta e receber eventual ressarcimento.

As informações desse processo de contestação serão oportunamente compartilhadas com a Polícia Federal para fins de investigação de eventuais crimes ocorridos. Caso haja necessidade de esclarecimentos adicionais, a Polícia Federal entrará em contato com o beneficiário através dos dados informados no processo de contestação realizado pela Caixa.

Esse procedimento, além de evitar deslocamentos desnecessários e aglomerações para os registros, não causa nenhum prejuízo às investigações, uma vez que as informações necessárias para identificação dos autores de eventual conduta criminosa serão compartilhadas entre a Caixa e a Polícia Federal.