Macaé: reprodução do vírus tem alta e prefeito descarta novas flexibilizações

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O prefeito Dr Aluizio descartou, em entrevista coletiva por videoconferência nesta terça-feira (20), novas flexibilizações no município após os aumentos da taxa de reprodução do Covid-19 em Macaé e do número de casos de coronavírus. Mesmo estando na faixa verde de contaminação, a taxa de reprodução, que depende de distanciamento social, uso de máscaras e medidas de higiene, teve acréscimo e hoje chega a 0,98. Em Macaé, a taxa de reprodução do vírus já atingiu 0,78.   

– O grande indicador é a queda. O principal risco é o de morte e antes dele, a taxa de ocupação hospitalar, o que devemos evitar o tempo todo. A flexibilização precisa ter o olhar do cuidado, deve ser acompanhada e deve colocar a cidade em segurança, por isso a gente precisa ir entendendo e ampliar ou não as atividades – afirmou o prefeito.

Dr. Aluizio informou que o governo municipal já fez contato com o Instituto Butantã e com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – que pesquisam vacinas contra a Covid-19. “Não queremos para hoje, para amanhã, mas para quando for possível. Isso tem um custo e a cidade está disposta a pagar este custo”, disse.

O prefeito voltou a frisar a importância da colaboração da sociedade em ações básicas como o uso de máscara e o distanciamento social. “Os números aumentam porque a sociedade passou a lidar de forma mais permissiva, isso traz risco sanitário e para a economia e inviabiliza flexibilizações futuras. Não vamos lidar com nenhum outro cenário (de flexibilização) enquanto não houver queda”, citou.

Macaé está na faixa verde desde agosto, após chegar à baixa em três indicadores: ocupação hospitalar; replicação do vírus e letalidade. De acordo com o prefeito, a partir de 7 de setembro, a taxa de replicação começou a apresentar um início de aumento e chega hoje a 0,98.

Retorno educacional sem definição

Durante a entrevista coletiva, o prefeito observou que é discutido o retorno do cenário educacional, mas não há definição de datas. “Isso tem sido elaborado de forma minuciosa e cuidadosa para que possa acontecer dentro de um cenário de segurança de todas as pessoas envolvidas”, pontuou.

Segundo ele, Macaé ainda está na margem de segurança, mas é preciso controle. “O controle máximo que tivemos por volta de setembro começa a se dissipar e precisamos refazer um pacto com a sociedade porque (a transmissão) não depende mais de uma estrutura restritiva, é preciso a colaboração como no uso de máscara, que colocamos a multa, mas no fundo a multa é a própria doença, é o número de casos que aumenta”, classificou.  

Dr. Aluizio, que é médico, lembrou que o coronavírus é mais prejudicial para os idosos. “Quando há aglomeração e pessoas sem máscara, o vírus prolifera, ataca e causa novos casos. Permanecemos na faixa verde, mas enquanto tiver tendência de aumento de casos, não vamos flexibilizar mais nada”, assinalou, descartando também outras medidas restritivas no momento.