MACAÉ: Números de chikungunya registrados somente este ano ultrapassam todo o ano de 2018

Os bairros com maior número de ocorrências são Lagomar, Parque Aeroporto, Aroeira, Nova Esperança, Centro, Campo D'Oeste, Miramar e Visconde de Araújo.

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MACAÉ: Números de chikungunya registrados somente este ano ultrapassam todo o ano de 2018 / Foto: Reprodução Internet

Dados do último relatório da Gerência de Vigilância em Saúde, atualizado na sexta-feira (12), mostram que o município registrou 385 casos confirmados de chikungunya. O número ultrapassa os registros de todo o ano de 2018, quando foram 208 confirmados. Já em relação à dengue, foram 37 confirmados e três de zika. Os bairros com maior número de ocorrências são Lagomar, Parque Aeroporto, Aroeira, Nova Esperança, Centro, Campo D’Oeste, Miramar e Visconde de Araújo.

Na última semana, o setor de epidemiologia recebeu a notificação de óbito de homem de 78 anos, que estava internado em hospital particular. Após o seu falecimento foi confirmado, por meio de exame laboratorial, que o mesmo estava com chikungunya. Quando o paciente chegou à unidade com dificuldade de sustentação nas pernas, o primeiro exame para chikungunyia deu negativo. O quadro evoluiu para pneumonia e sepse. O caso foi encaminhado para a Comissão de Investigação da Secretaria Estadual de Saúde, que irá apontar se a causa da morte foi por conta da chikungunya. 

PREFEITURA ADOTA MEDIDAS

Com os números altos, a prefeitura vem adotando diversas medidas no combate e controle do transmissor da dengue, zika e chikungunya. Visitas domiciliares, ações de conscientização e a contratação de agentes de endemias via Processo Seletivo estão entre as iniciativas para conter o número de casos das doenças.

A Secretaria Municipal de Saúde também realiza capacitação dos profissionais da rede de saúde, sensibilização da população com palestras em escolas, igrejas, empresas e em locais públicos de grande circulação, pulverização com carro fumacê, distribuição de repelentes nas Estratégias Saúde da Família (ESF) para gestantes, entre outros. 

A gerente de Vigilância em Saúde, Daniela Bastos, ressalta que aliado aos esforços do poder público, a população precisa colaborar, fazendo vistoria semanal em suas residências e locais de trabalho. “São apenas 10 minutos por semana que podem evitar que o mosquito nasça e, consequentemente, as pessoas fiquem doentes”, frisou.