“Acreditava que tinha direito”, diz filha de prefeito de Rio das Ostras após receber auxílio emergencial do governo

De acordo com o Portal da transparência da Controladoria Geral da União, foi disponibilizado para a filha do prefeito, o valor de uma parcela no mês de abril, de R$600.

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Mayra Borba achou que tinha direito no Auxílio Emergencial: Foto: Reprodução

Após a repercussão do fato na internet, a filha do prefeito fez um vídeo arrependida, assumindo que errou ao solicitar o auxilio emergencial solicitado para o governo. Hoje às 18h48, Mayra Borba publicou um vídeo em seu Facebook, dizendo que seus pais não sabiam que ela havia solicitado o dinheiro ao governo. Em seu Facebook ela escreveu:

“No início quando começou a se falar sobre a possibilidade de recebimento do Auxílio , não me aprofundando sobre o assunto, realizei o cadastro, pois não acreditava que iria se concretizar. Durante toda minha vida tive exemplos de caráter e idoneidade advindo dos meus pais. Apesar de ter sido aprovada pelo sistema, permanecer com esse ideal seria andar na contramão de tudo que aprendi no perpassar dos anos. Infelizmente as vezes fazemos escolhas que não são tão acertadas, mas que servirão de aprendizado. Errei. Corrigi. Evolui”, concluiu. Acompanhe no vídeo:

Entenda o caso: Mayra Gurgel Borba, fez o cadastro para receber o benefício Auxílio Emergencial do governo federal. O caso repercutiu negativamente na cidade e nas redes sociais.

De acordo com o Portal da transparência da Controladoria Geral da União, foi disponibilizado para a filha do prefeito, o valor de uma parcela no mês de abril, de R$600. Ainda não é possível afirmar se a estudante de enfermagem sacou o valor, já que no sistema só aponta que o benefício foi aprovado e ficou disponível para saque.

A prefeitura de Rio das Ostras disse que não vai comentar sobre o assunto, disse que responde somente questões referente a administração municipal, nós tentamos contato com a família Borba, mas não fomos respondidos.

O Ministério da Cidadania, com sede em Brasilia, se posicionou informando o que é feito quando é detectada uma possibilidade de fraude na solicitação do auxílio emergencial, o que não ficou comprovado no caso de Mayra, já que o órgão não teve acesso aos dados da cidadã.

O órgão disse que Qualquer indício de ilegalidade, em especial na ótica criminal, é imediatamente informado à Polícia Federal. A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Advocacia-Geral da União (AGU) também estão atuando na fiscalização e no ajuizamento de ações, respectivamente, em todo o processo de pagamento do auxílio emergencial.

Além disso, o ministério esclareceu que, aqueles que, por algum motivo, estão tentando burlar a legislação que rege o auxílio emergencial estão sujeitos às penalidades descritas no art. 4º, da Portaria nº 351, de 7 de abril de 2020. “Sem prejuízo das sanções civis e penais cabíveis, o trabalhador que prestar declarações falsas ou utilizar qualquer outro meio ilícito para indevidamente ingressar ou se manter como beneficiário do auxílio emergencial, será obrigado a ressarcir os valores recebidos de forma indevida”.

https://www.youtube.com/watch?v=TTq5LBws8xU