
Os quatro policiais mortos na megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha tinham trajetórias distintas, mas compartilhavam o mesmo comprometimento com a segurança pública. Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, conhecido como Máskara, tinha 51 anos e 26 de carreira na Polícia Civil. Ingressou na corporação em 1999 e ficou conhecido na Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) por sua atuação firme contra o tráfico. Promovido a comissário na véspera da operação, Marcus trabalhava na 53ª DP (Mesquita) e era lembrado pelos colegas pela experiência e liderança.
Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, era o mais novo na carreira policial. Tinha menos de dois meses na Polícia Civil e estava lotado na 39ª DP (Pavuna), uma das regiões mais violentas da Zona Norte do Rio. Jovem e motivado, Rodrigo havia realizado o sonho de ingressar na corporação e era descrito pelos colegas como dedicado e entusiasmado com a profissão.
Já os sargentos do Bope, Cleiton Serafim Gonçalves, de 42 anos, e Heber Carvalho da Fonseca, de 39, tinham vasta experiência em operações especiais. Cleiton ingressou na PM em 2008, era casado e deixa esposa e uma filha. Heber, policial desde 2011, também era casado e pai de três filhos. Ambos eram reconhecidos pela coragem e lealdade aos companheiros de farda. O Bope e a Secretaria de Polícia Militar divulgaram notas de pesar destacando o comprometimento e o heroísmo dos dois, que morreram em combate durante o avanço das tropas na Vila Cruzeiro.